NÚCLEO INTERPRETATIVO BALEEIRO DA MAIA

A baleação marcou fortemente o imaginário da população, inscrevendo-se a traços indeléveis na matriz identitária da Maia. A caça à baleia, essencialmente para extração de óleo, teve lugar a partir da Ponta do Castelo.
No local são ainda visíveis as ruínas do complexo baleeiro, que articulava vários corpos construídos (casa dos caldeiros, casa dos botes, tanques de pedra) e definia vários espaços, incluindo um cais com plataforma de trabalho e uma rampa de varadouro. Por cima, na encosta, fica a antiga “vigia da baleia”, oportunamente recuperada e integrada num miradouro com excelente visão de conjunto sobre o sítio.
No sentido de tentar inverter o processo de progressivo esvaziamento cultural e histórico da Maia, a Associação “Os Amigos da Maia” propôs-se a realizar um projeto de criação de um Núcleo interpretativo baleeiro na antiga vigia da baleeia.
Sob a orientação e responsabilidade técnica do antropólogo Paulo Ramalho, este projeto inclui:
-um núcleo expositivo central nas instalações da Vigia da Baleia que mencione a origem da baleação costeira açoriana; as duas fases da baleação em Santa Maria; o bote baleeiro e a caça à baleia; o trabalho específico dos vigias.
-dois painéis informativos/leitores de paisagem exteriores que mencionem a reconstituição, através de planta e desenho, das antigas instalações baleeiras no Porto do Castelo; descrição sumária do processo de desmancho dos cetáceos e fabrico de óleo.
Toda esta informação disponibilizada no local encontrar-se-á em Português e em Inglês.
Este projeto será comparticipado na sua execução pelo sistema de incentivos PRORURAL.